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Míope de Coração

Aos 15 anos descobri que era míope. Pra quem não sabe (duvido que alguém não saiba), miopia é um distúrbio ocular que impede de se ver com nitidez objetos distantes. É ter visão curta, pra ser mais objetivo. É só enxergar um palmo à frente do nariz, dependendo do grau que se tem, pra ser mais direto.

As lentes dos meus primeiros óculos eram de um grau e meio. “Como esse menino conseguiu viver tanto tempo com toda essa miopia?”, espantou-se o oftalmologista depois da constatação. Quando pus os óculos pela primeira vez, mal podia acreditar no que estava vendo. A resolução do mundo era muito melhor do que eu pensava… Um milhão a mais de megapixels!

Já tinha até me esquecido que era possível ver São Jorge montado em seu cavalo lá na Lua. Vi que era possível enxergar o letreiro do ônibus antes de me dar conta que o havia perdido… Era possível ver o sorriso do amigo que vinha ao longe… Era possível ver o que estava escrito no quadro-negro mesmo estando sentado ao fundo da sala! Eu podia enxergar a sujeira nas unhas dos meus pés. Meu Deus, que mundo novo!

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que eu não era míope. E nesse tempo o céu tinha estrelas, as nuvens tinham forma de bichinhos. Era uma época em que eu não precisava me preocupar com o letreiro dos ônibus nem com a sujeira das unhas… E à medida que fui crescendo, o mundo foi embaçando. Acho que pensava que era próprio do crescimento e fui me acostumando a não ver muito longe. Pra mim, o mundo era mesmo assim e todos viam exatamente como eu.

Quando alguém dizia ser capaz de enxergar além do meu alcance eu não acreditava ou passava a considerar tal pessoa anormal. Só passei a acreditar nas pessoas quando comecei a usar óculos. Eles são meu companheiro inseparável há 21 anos, e sem eles não enxergo um palmo à frente do nariz. Suas lentes atualmente têm seis graus e meio. Sem eles fico limitado ao meu umbigo, ao meu quintal, ao próximo passo…

Recentemente, porém, descobri que sofro de outro tipo de miopia - a do coração. Não posso precisar o grau, mas não é pequeno. Ela faz meus sentimentos parecerem confusos. Macula minha perspectiva da vida e minha visão de Deus. Ao mesmo tempo em que me faz acreditar que o que vejo é a realidade e o que outros enxergam é distorção. Meu enganoso coração pensa que é são e sábio. No entanto, a Bíblia diz que ele sofre de uma doença incurável. ¹

Antes de me dar conta de que era míope de coração, meu mundo era preto ou branco, as pessoas eram boas ou más, minhas convicções mais bíblicas do que a dos outros, e minhas certezas inabaláveis; ganhar e perder, viver e morrer, duvidar e crer, liberdade e fé eram antônimos; amor e prazer, sinônimos. Enxergava um Deus previsível, melindroso e desapontado.

Aos poucos fui entendendo que tudo que sei de Deus é caricatural. É Ele, eu sei. Mas não é tudo que Ele é. Meu míope coração enxerga uma imagem embaçada, às vezes distorcida, e a única chance de conhecê-Lo melhor é chegando mais perto. De longe não vejo Seus olhos, não enxergo Seu sorriso e me privo das expressões de Seu rosto. Ficar perto é tudo que preciso.

Estar consciente dessa miopia não me cura, pelo contrário, a faz mais real. Porém, me ajuda a não precipitar as conclusões, a não julgar os demais corações e evitar as categóricas afirmações. Me faz crer na diversidade, amar as diferenças e reconhecer a necessidade do outro e a dependência do Único.

Para a miopia dos olhos existem os óculos. Para a do coração, apenas a constatação e a esperança. Constatação de que “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho… Agora conheço em parte”. E esperança de que “então, veremos face a face… conhecerei plenamente, da mesma forma que sou plenamente conhecido.”²

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que meu coração era cego. E nesse tempo não existia céu nem esperança…

Notas:
¹ Jeremias 17:9
² 1 Coríntios 13: 12

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William Whiting Borden já era milionário aos 21 anos e foi ordenado como missionário aos 25, no dia 9 de setembro de 1912. Muitas pessoas já foram ordenadas tão jovens quanto ele, mas, poucas iniciaram sua vida ministerial com tantos recursos financeiros como Borden, ou usaram seus bens tão generosamente para a expansão do Reino de Deus.

Filho de um magnata americano, aos 16 anos, ganhou como presente de formatura do segundo grau uma viagem turística ao redor do mundo, passando pela Ásia, África e Europa. Durante essa viagem, ele percebeu a desesperadora necessidade que as pessoas de diversas culturas sentem de Cristo e decidiu que ele faria todo o possível para que a mensagem do Evangelho chegasse até um dos povos mais difíceis de serem alcançados na época, os mulçumanos chineses.

Estudou nas Universidades de Yale (onde ganhou seu apelido, Borden de Yale) e desde cedo foi destacado entre os demais estudantes como alguém que tinha um compromisso sério com Deus. Um de seus colegas escreveu sobre ele “Ele entregou o seu coração para Deus em rendição total a Cristo… Nós, seus colegas de turma, aprendemos a espelharmos-nos nele e percebermos nele uma força que era sólida como uma rocha, como resultado de sua consagração”.

Durante seu primeiro semestre em Yale, Borden deu início a um grupo de oração e estudo bíblico matinal no campus. No final do primeiro ano, o grupo, que começou com 3 universitário, já reunia mais de 150 pessoas semanalmente. Em seu último ano em Yale, esse mesmo grupo contava com a participação de mais de 1.300 universitários.

Muitos cristãos não reconhecem as oportunidades que Deus os dá para ser sal e luz. Borden, no entanto, não era uma dessas pessoas e, embora se sentindo chamado para a China, não esperou até ser enviado para iniciar algum trabalho missionário. Ainda como universitário, ele também fundou o Yale Hope Mission, um centro de apoio para comunidade carente, órfãos e viúvas da região onde morava e que dava suporte para alcoólatras e prostitutas que desejassem se regenerar.

Questionado pelos amigos sobre sua decisão de tornar-se missionário, William escreveu duas palavras na capa de sua Bíblia “NENHUMA RESERVA”. Recebendo inúmeras propostas para trabalho, ele completou com mais duas palavras “NENHUMA DESISTÊNCIA”.

Espiritualmente precoce, ele foi um dos diretores do Instituto Bíblico Moody, do Instituto Bíblico Nacional, e da missão China ainda aos vinte e poucos anos. Cercado por líderes do movimento cristão mundial, que o influenciaram em sua visão missionária, como Samuel Zwemer, Apóstolo para os Muçulmanos, e John R. Mott, líder do Movimento Voluntário Estudantil.

Após ser aceito pela agência missionária que o enviaria a China, viajou para Cairo, no Egito, onde começou a ser instruído no estudo da língua árabe e na literatura mulçumana. Precisava desse preparo antes de iniciar seu trabalho com mulçumanos na China. No entanto, poucos meses após sua chegada ao Egito, contraiu Meningite cérebro-espinhal e veio a falecer com apenas 25 anos de idade.
A morte precoce desse jovem cristão que, sendo milionário, renunciou tudo para dar o seu melhor ao Reino de Deus, impulsionou centenas de outros jovens cristãos a ação. Um pouco antes de sua morte, Borden escreveu mais duas palavras na capa de sua Bíblia “NENHUM ARREPENDIMENTO”. Mrs. Howard Taylor escreveu a sua biografia, e esta tem inspirado o recrutamento de multidões ao serviço missionário.

Mesmo após a sua morte, seus recursos continuaram permitindo a continuidade da missão com a qual ele havia sonhado, em seu testamento, Borden deixou um milhão de dólares para a causa missionária na China. Por causa desses recursos, muitos puderam ouvir a mensagem do Evangelho e terem suas vidas transformadas por Cristo. Parte desses recursos foi usada para a construção de um hospital na China, que leva o seu nome.

Por: Cleiton Fiuza
Fontes: http://home.snu.edu/~HCULBERT/regret.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/William_Whiting_Borden

Estive pensando essa manhã!

Às vezes, é difícil entender tudo o que está envolvido na execução do Filho de Deus. É quase inexplicável o fato do Messias prometido aos judeus não ter vindo como um Rei, e sim, ter sido entregue nas mãos dos líderes desse povo para ser julgado, humilhado, torturado e por fim crucificado. Foge a razão pensar que algo assim aconteceu simplesmente por amor. Compreender o significado total do sacrifício de Cristo, da entrega em completa rendição, da ovelha sendo levada muda ao matadouro, da divina substituição e do preço dos nossos pecados, leva-nos a querer gritar o que Paulo afirmou: “o amor de Cristo nos constrange”. 2 Co 5.14.

Sim, como deveríamos sentir-nos constrangidos ao saber que UM só morreu por todos e que esse UM era exatamente o mais inocente de todos; como deveríamos sentir-nos gratos ao saber que pelo fato dEle ter morrido, todos nós morremos com Ele; e como deveríamos sentir-nos partes da Sua causa ao saber que “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou” 2 Co 5.15.

Palavras bonitas, mas, sem sentido e quase abandonadas em nossos dias. O entendimento do sacrifício de Cristo levou Paulo a deixar de lado tudo o que estava construindo e investir os melhores anos da sua vida na causa de Jesus, a salvação de muitos outros. O mundo inteiro precisava saber que Jesus havia morrido por todos. Ao longo da história, Deus usou vários homens e mulheres que, como Paulo, entenderam que a morte de Cristo implicava em sua própria morte, foram transformados e transbordaram do poder do Espírito Santo, para anunciar as boas novas da salvação e levar essa mensagem a lugares cada vez mais distantes e inóspitos. Muitos desses enfrentaram, com ações de graça e palavras de louvor a Deus, uma morte dolorosa ou um penoso martírio por compreenderem que já não viviam mais para eles, mas para Aquele que por eles morreu e ressucitou.

Ah, como o cristianismo mudou! Como os templos encheram-se de hipócritas, revestidos de roupas santas, em nossos dias atuais. Como a causa maior da vinda de Cristo vem sendo empurrada para debaixo dos tapetes de nossas exuberantes congregações. Como as orações do povo de Deus tornam-se cada vez mais egoístas e centradas no “EU. Como estamos retrocedendo e nos tornando parecidos com os bispos e cardeais da igreja católica medieval, revestidos de falsa piedade, com palavras prontas de sabedoria e consolo, mas com o coração endurecido e longe do nosso salvador Jesus, entregues aos desejos da carne, corrompidos pelo príncipe desse século, convencidos que devemos aproveitar ESSA vida e nos preocuparmos com a eternidade só quando ela chegar. Como temos mudado nossos objetivos e investido nossas vidas, cada vez mais, em propósitos sem razão, terrenos. Como temos vivido para nós mesmos e não para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.

Que essas palavras queimem em nossos corações, que o amor de Cristo nos constranja a vivermos alegremente por e para Aquele que enfrentou a morte em nosso lugar, para que uma nova história seja escrita em nosso meio, e que, até lá, Ele tenha misericórdia de nós…

E quanto ao namoro? Se uma amizade pode influenciar tanto a sua vida, imagine algo que vai um pouco mais além.

Romance - Romance

Viver em santidade em um namoro com outros cristãos, que por conhecerem a Deus seguem os mesmos padrões que seguimos e são direcionados pelos mesmos princípios que nos direcionam, já é algo difícil. Imagine, então, o que é viver em santidade em um relacionamento com alguém que não conhece a Deus e tem princípios e padrões muito diferentes dos nossos.

No começo, pode até parecer que “tudo está perfeito”. O romance está apenas iniciando, vocês ainda não têm intimidade física e emocional suficientes para o perigo, ele(a) quer agradar você e irá concordar com todos os limites que você impor.

Mas, com o tempo e maior intimidade, o perigo vem à superfície. Seu namorado(a) não irá mais ver tantos motivos para reter a as mãos durante um abraço, nem para não te abraçar com segundas intenções. Nessa fase, você já estará apaixonado(a) e todas as justificativas que ele usar para te convencer a avançar nos limites soarão razoáveis, porque, afinal, você confia nele(a).

Algo que temos esquecido como cristãos, em nossos dias é que “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge procurando alguém para DEVORAR” 1 Pe 5.8, e nosso adversário não irá pensar duas vezes diante de uma possibilidade de nos empurrar em um abismo. Ele quer nos destruir e, quanto mais próximos da beira do abismo andarmos, menos trabalho ele terá para concretizar esse desejo.

Quanto mais confiante você estiver para começar um namoro com um descrente, mais probabilidade terá de cair em algum momento. Não se pode confiar apenas na segurança emocional quando tratamos com áreas tão frágeis como nossos sentimentos. Uma vez apaixonado(a) e crendo que a pessoa ama você com todas as forças, você fará TUDO o que for necessário para não perder a pessoa, ou seja, chegará a beira do abismo.

A Bíblia nos orienta sobre uma questão muito importante a cerca dessa relação estreita entre nossos sentimentos e todas as outras áreas de nossa vida: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv 4.23. Ela nos dá uma instrução clara para nossa proteção emocional: GUARDAR NOSSO CORAÇÃO. Algumas versões traduzem a segunda parte desse versículo com as palavras: “porque dele depende toda a sua vida”. Como é imprudente aquele que se atira as paixões, sem calcular o preço que está disposto a pagar pelo relacionamento.

O namoro é um relacionamento muito mais íntimo e profundo do que uma amizade e, como tal, requer uma entrega total do nosso coração, desde seu início, ou nunca será completo. Fico triste em saber que muitos cristãos estão entregando seus corações, irresponsavelmente, sem reservas, em relacionamentos não seguros com pessoas descrentes.

Uma vez dominado pela paixão, seu coração poderá provocar mudanças em todas as áreas de sua vida, inclusive a área espiritual. Se a pessoa que exerce influencia sobre seus sentimentos não for cristã e não tiver princípios de vida cristãos, posso dizer que você estará em sérios apuros, pois até o seu relacionamento com Deus poderá ser colocado em xeque pelo seu namorado(a) a qualquer momento.

Essas palavras podem soar como exagero, mas são inúmeros os casos desastrosos de corações despedaçados por relacionamentos irresponsáveis dentro do corpo de Cristo, principalmente envolvendo descrentes. São inúmeros os casos de pessoas que se afastaram de Deus por crerem que poderiam atrair alguém para Ele através de um namoro e entregarem-se sem reservas. São inúmeros os casos de jovens cristãos que, hoje, estão sem nenhuma esperança de casar algum dia por causa de um relacionamento emocional ruim. São inúmeros os casos de jovens cristãos viciados em sexo como resultado de um namoro imprudente.

Ofereça seu coração de forma irresponsável a um relacionamento fora dos padrões cristãos, você tem toda liberdade para fazer isso, uma vez que “todas as coisas nos são permitidas”, mas, esteja preparado(a) para lidar com todas as conseqüências que ele poderá trazer para sua vida. Esteja preparado(a), inclusive, para juntar os cacos de uma vida estraçalhada ao final desse relacionamento, sem culpar a Deus pelo que aconteceu.

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2 Co 6.14-15

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Esse texto refere-se a metáfora de bois e cavalos que têm de andar uma grande distância juntos, expostos as mesmas regras, carregando o mesmo fardo, porque estão PRESOS na mesma canga. A idéia é que esses dois animais, por serem diferentes em muitos aspectos, estão compartilhando PESOS e PRESSÕES desiguais.

Jugo desigual com os incrédulos, para Calvino, era nada menos que “manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia”.

Isto NÃO quer dizer que os cristãos não podem manter vínculos de amizade com descrentes. O próprio Jesus afirmou que veio para os doentes, para os pecadores, e andava cercado deles. Contudo, os crentes não devem ter comunhão com SUAS OBRAS, ou seja, deixar-se ser influenciado pelas trevas do mundo (Efésios 5.11) e nem se colocar em jugo desigual, vivendo o mesmo tipo de vida que seus amigos levam.

O que faz nosso jugo desigual com os incrédulos são os princípios cristãos, reformulados por Deus em nosso interior, que regem as nossas vidas. Somos direcionados por conceitos e orientações (não simplesmente leis) que nos protegem e nos levam a uma vida segura em todos os aspectos (emocional, físico e, sobretudo, espiritual). Os descrentes, em geral, são direcionados por princípios muito diferentes dos nossos, em todas essas áreas, e crêem que eles estão no rumo certo.

Quanto maior o nível de intimidade em um relacionamento de amizade, maior o número de princípios expostos ao perigo. São os nossos amigos mais próximos os responsáveis pelas transformações no nosso comportamento depois dos 12 anos. É natural que absorvamos partes do comportamento de outras pessoas com as quais convivemos o tempo inteiro:

A – Absorvemos as gírias, o jeito de falar, de gesticular e até de agredir com palavras.
B – Absorvemos o jeito de vestir e de se pentear.
C – Absorvemos as ambições e os desejos de “status”.
D – Absorvemos, inclusive, sonhos e objetivos dessa vida (mudando nossos objetivos eternos por temporais e imediatos).

Somos influenciados na mesma proporção em que pensamos estar influenciando.

Alguns de nossos amigos descrentes são moralmente intocáveis, possuem conduta exemplar, são boas pessoas, “agem como cristãos”, aparentemente confiáveis. Por possuírem essas características, eles podem nos influenciar mais do que os tipicamente “mundanos”. Pois, o tempo inteiro, tentam nos convencer de que homossexualismo é uma escolha legítima de vida, que talvez não saibamos a verdade sobre Deus, que Jesus Cristo foi apenas um grande mestre, que Deus é tão bom que todos ganharão a vida eterna, inclusive os macumbeiros e que não precisamos perder nosso tempo compartilhando nossa fé com outros.

Parando para avaliar o quanto fomos influenciados no ÚLTIMO ano:
A – Que gírias novas você começou a usar?
B – Que roupas novas você comprou por ver seus amigos usando iguais?
C – Quantos lugares você quis ir porque a “galera” estaria lá?
D – Quantas festas você quis participar porque todo mundo estava sendo convidado ou planejando ir junto?
E – Quantas vezes você desejou que seus pais tivessem um carro diferente, ou um emprego diferente ou uma casa diferente?
F – Quantas vezes você sentiu vergonha por dizer que não teria como pagar por algo que seus amigos queriam fazer juntos?

Parando para avaliar o quanto você influenciou seus amigos no ÚLTIMO ano:
A – Quantos amigos começaram a ler a Bíblia por perceberem a importância que ela tem na sua vida?
B – Quantos amigos começaram a falar com Deus (orar) por ver o quanto isso faz diferença na sua vida?
C – Quantos amigos vieram te procurar em momentos difíceis por saber que você é cristão e que sempre tem uma palavra de incentivo e encorajamento?
D – Quantas vezes seus amigos pediram que você orasse por eles?
E – Quantos amigos perguntaram como poderiam ter um relacionamento pessoal com Deus, assim como você tem?

Depois de avaliar esses pontos, o que vocês podem dizer sobre o nível de influência presente nas amizades de vocês? Quem está influenciando mais quem afinal?

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que antes não éreis povo, mas, agora,sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” 2 Pe 2.9-10

Quando esquecemos quem somos e quem já fomos, tornamo-nos facilmente influenciados. Nós somos NAÇÃO SANTA, RAÇA ELEITA, POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS, com um chamado específico de PROCLAMAR AS VIRTUDES DAQUELE QUE NOS CHAMOU. E ainda assim, queremos nos igualar aos que não conhecem a Deus, que são guiados pelo príncipe desse século, pelas leis que regem o complexo compulsivo do mundo.

Em resumo, não é pecado relacionar-se com descrentes, pelo contrário é seguir o exemplo supremo de Cristo de chamar pecadores ao arrependimento. Mas, devemos ter muita cautela à medida que nos aprofundamos nesses relacionamentos e, principalmente, quando percebermos que existem outras motivações além de “buscar e salvar o perdido”, porque nossas barreiras, naturalmente, diminuem nos expondo a todo tipo de influência que a pessoa pode exercer sobre nossas vidas. Assim, poderemos acabar sendo mais influenciados do que influenciando eles.

Cristo Levantado

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“Quando Cristo for levantado, ele atrairá todos a ele”

Eu creio que esta é a chave do evangelho.

Eu tenho louvado a Deus pelas notícias que tenho recebido do mundo inteiro de pessoas que tem sido salvas pela exposição à pessoa de Cristo. Ele tem salvado de modo sobrenatural até mesmo aqueles que estão em lugares de densas trevas.

É empolgante ouvir essas coisas, mas, ao mesmo tempo, me entristeço quando contemplo os milhares que, mesmo em nossa nação, com uma igreja tão presente (?), milhares e milhares morrem na escuridão. Elas não tem nenhuma pista de quem realmente é Jesus Cristo e o que Ele fez por nós.

Nos perdemos em tantos métodos evangelísticos, tantas linhas teológicas, que muitas vezes nos vemos apanhados por um sentimento maligno de competição. No entanto, temos o mesmo Senhor. Que tal, então, se o levantássemos?

São tantas placas que carregamos que elas ofuscam Àquele que realmente tem que aparecer. E se as abaixássemos, a fim de tornar tornar bem visível CRISTO, em toda a sua magnitude, beleza e exuberância? A Bíblia garante isso: muitos serão atraídos por ele. Assim como o povo doente no deserto olhava para aquela serpente levantada em um alto mastro, assim também importa que Ele seja levantado, afim de que todos que olharem para ele sejam curados.

A glória de Cristo é tão poderosa, que quando Ele voltar nas nuvens – o que representará o ápice da manifestação da Sua glória – nenhum joelho resistirá a dobrar-se perante Sua presença e toda a língua confessará que Ele é o Senhor. Não haverá outra opção.

Que tal então, repito, levantá-lo hoje?

Cristo veio para glorificar o Pai, ao menos, então, que ele seja levantado – e, nós, diminuídos – não existe outra forma de faze-lo.

Bill Brigth costumava centralizar toda a sua mensagem evangelística na pessoa de Jesus. No início do seu ministério, ele percorria as universidades palestrando sobre a “Singularidade de Cristo”. A pessoa de Cristo era mostrada de forma tão maravilhosa que seus atributos claramente se sobressaiam sobre qualquer pessoa que já existiu. O resultado era sempre o mesmo: filas de estudantes querendo saber mais sobre Jesus, o que Ele disse acerca de si mesmo e, o mais importante, como recebe-lo como seu Salvador e Senhor.

Não existe pessoa mais comentada, mais estudada e mais admirada do que Jesus. No entanto, até mesmo Paulo, que o conhecia de modo tão tremendo, disse que todas as outras coisas poderiam ser consideradas como esterco perto da maravilhosa possibilidade de conhecer a cada dia mais e mais Cristo. Disse também que “nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”, que “nele foram criadas todas as coisas”, que “Ele é a imagem do Deus invisível”, que “é antes de todas as coisas e nele tudo subsiste”, que nele habita “toda a plenitude”, pois foi do agrado de Deus que “por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas”.

O Jovem Rico - Uma história tão atual que nos constrage…..

Passei algum tempo, recentemente, pensando nessa história descrita em Mateus 19.16-30. Sabendo que milhares de pessoas, de todas as classes sociais, encontraram-se com Jesus e que, muitas delas, ouviram ensinamentos que transformaram suas vidas, tentei entender o porquê de Marcos e Mateus terem escolhido esse rápido diálogo entre Jesus e um “jovem rico” para ser citado nos Evangelhos que escreviam.

Já Li tantas vezes esse texto que, às vezes, penso tratar-se de mais uma das parábolas narradas por Jesus. No entanto, sei que esse rapaz era uma pessoa real e que era dono de muitas propriedades, ou seja, um rico dentro do contexto rural de Israel (vs.22). Podendo-se deduzir ainda que, pela posição social que sua família deveria ocupar naquela região, era uma pessoa conhecida por Jesus e pelos discípulos.

Ao abordar Jesus, sua pergunta foi tão simples e direta quanto a que muitas pessoas, ao redor do mundo, continuam a fazer até hoje: “Que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”. Esse tipo de interpelação revela a sua crença sobre a importância das obras para a salvação de nossas almas. Talvez o rapaz esperasse ouvir algumas direções claras como: ajude mais aos necessitados, aumente suas ofertas para o templo, construa um altar em uma de suas propriedades etc. Entretanto, nada de novo lhe é anunciado por Jesus, que apenas enfantiza o básico, dizendo “guarde os mandamentos”.

Parafraseando e contextualizando a replica do jovem ao ouvir isso, seria como um “Bom, isso eu já faço. Mas, creio que ainda não é o suficiente… preciso receber uma direção mais específica, que me falta ainda fazer para ganhar a vida eterna?”(vs.20). Assim, entramos no ponto, que considero o mais alto dessa conversa, quando Jesus inicia a frase dizendo “se queres ser perfeito”. A resposta a primeira pergunta já havia sido dada por Ele. Estava claro que a salvação não era pelas obras, mas, sim, pela graça de Deus. Nós nada podemos fazer para alcançá-la além de nos rendermos completamente a Ele e estarmos dispostos a serví-lO.

“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”. Pela reação do jovem rico, vemos que essa não era a resposta que ele pretendia ouvir. Note que Jesus não fala se queres ser “salvo”, Ele usa o termo “ser perfeito”, mais uma vez, desligando a realização de boas obras da conquista da vida eterna. Sendo quem é, Jesus conhecia as intenções no coração daquele rapaz e quis que ele soubesse o quanto suas motivações ainda estavam fora de Deus. A tarefa de renunciar a tudo o que possuia serviu para mostrar-lhe, claramente, que o amor que dedicava aos seus bens ultrapassava o que pretendia dedicar a Deus.

Ouvindo as palavras do Mestre, reconheceu sua incapacidade de rendição e perdeu todos os argumentos, retirando-se triste, provavelmente, por compreender a dura lição que Jesus acabara de lhe ensinar. Vender os bens e repartir o dinheiro com os pobres não era a questão principal, a sua disposição em abrir mão dos seus objetivos temporais para abraçar os eternos é que estava em jogo. Aquele jovem, como muitos cristãos modernos, estava tão preso ao seu sistema de valores, que afastou-se de Jesus mesmo ouvindo a promessa de que poderia obter um verdadeiro “tesouro no céu” . Abrir mão dos seus sonhos, posição social, segurança financeira, conforto e respeito na comunidade era um tópico que não estava aberto a negociação, tratava-se de um preço muito alto que ele não estava disposto a pagar.

Creio que uma das primeiras atitudes que temos ao ler esse texto é a de criticar esse rapaz pelo seu aparente apego aos bens materiais. Depois, com o passar do tempo e amadurecimento da nossa fé, passamos a sentir compaixão pela sua incapacidade de renunciar algo que considerava precioso para obedecer uma direção do próprio Jesus… Até que chega o momento em que entendemos que nós temos muito em comum com esse jovem! Agindo da mesma forma que ele, começamos a dizer não a todos os convites de Jesus que envolvam o sacrifíco de algo que amamos.

Como aquele jovem, muitos cristãos modernos têm procurado um conjunto de regras ou rituais que possam conduzí-los a vida eterna. Tentando, inutilmente, alcançar a salvação por seus próprios méritos, esforços e até por seu sistema de crenças, incluindo as “evangélicas”, esforçam-se em demonstrar para o mundo o quanto amam a Deus, à medida que afastam o próprio Cristo do centro de suas vidas.

Voltando ao texto, ao terminar a conversa sobre o jovem rico, Pedro perguntou a Jesus: “E quanto a nós, que tudo deixamos para te seguir, o que acontecerá?”… em outras palavras, “e quanto a nós, que nos rendemos totalmente, abrimos mão de tudo e fizemos o que esse rapaz não estava preparado para fazer. O que acontecerá conosco?” A reposta de Jesus a essa pergunta foi algo tão profundo e direto que não tenho mais nada para acrescentar: “… Todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29)

É triste a realidade de que muitos cristãos têm dito não ao chamado de Jesus para abandonarem seus objetivos temporários e investirem suas vidas, dons e talentos em propósitos eternos ao Seu lado. Entretanto, louvo a Deus pelas centenas de vidas que aceitaram esse convite e deixaram uma marca profunda e eterna por onde passaram, permitindo que as boas novas da salvação em Cristo atravessassem dois mil anos de história e chegassem até nós.

Homens e mulheres, que caminharam na contra-mão do jovem rico por entenderam o que realmente significa renunciar para render-se totalmente a Deus. Esses cristãos subiram ao patamar dos conhecidos “homens do qual o mundo não era digno” (Hb 11.38)… a promessa feita aos discípulos de que “todo aquele que tiver deixado…receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna” continua viva e cumprindo-se fielmente em nossos dias.

Por isso, penso que não existe nenhuma forma melhor de concluir esse texto do que afirmando que nada nessa vida se compara ao estado espiritual de completa rendição a Deus. Nenhuma alegria gerada por uma realização pessoal, fortuna, viagem, descoberta ou feito histórico pode ser comparada a satisfação espiritual que é gerada quando nos encontramos completamente rendidos a Vontade de Deus, experimentando a Sua soberana atuação em e através de nossas vidas.

Um anjo em minha vida

Minha fé sempre teve um componente racional muito forte. Em meu relacionamento com Deus nunca busquei experiências emocionais. Mas isso não significa que eu desacredite do poder de Deus e da Sua capacidade de intervir sobrenaturalmente na história da humanidade e particularmente na vida de cada pessoa, na minha vida. O fato é que, conquanto não busque a superficialidade de um relacionamento baseado simplesmente em emoção, transes e até histerias, também nunca abri mão de ver, sentir, provar, experimentar o caráter extraordinário de Deus. Sempre soube que Ele é muito maior do que tudo o que eu posso pensar acerca Dele.

Uma coisa que sempre entendi é que os milagres de Deus não são apenas aqueles de maior repercussão. Muitas vezes Deus tem se revelado na simplicidade e em atos que nos passam desapercebidos a cada dia. Foi isso que o o profeta também entendeu e por isso afirmou que “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Novas são a cada manhã. Grande é a Sua fidelidade.” (Lm 3.22-23)

Há alguns dias eu provei a misericórdia do Senhor se renovando e me livrando do risco da morte. Passo a relatar o livramento que não apenas soube, mas que eu mesma experimentei.

Acordei na casa dos meus pais em Campo Grande e precisava ir para uma reunião de oração com os obreiros em Niterói. Já em cima da hora de sair procurei os documentos do carro e não achei de jeito nenhum. Liguei pra uma amiga que tinha visitado na noite anterior para ver se tinha deixado na casa dela, nada.

Peguei o recibo de compra e venda do carro (dut-recibo) e saí com ele. Mas a esta altura já estava atrasada. Quem conhece a Av. Brasil sabe que na altura de Realengo tem um viaduto. Iniciei a subida do mesmo e logo o trânsito começou a ficar lento. Para quem estava atrasada aquilo era mais uma chateação. Do alto do viaduto entendi o motivo da retenção porque vi, adiante de mim uns 50 metros, duas carretas e três carros de passeio atravessados na pista. Reduzi a marcha e passei ziguezagueando entre os carros batidos. As pessoas estavam sendo socorridas por outros motoristas, fiz menção de parar, mas já tinha muita gente e logo vi o Corpo de Bombeiros chegando.

Continuei apre

Estava fazendo algumas pesquisas na internet sobre o que os Universitários pensam a respeito de Deus, cristianismo, fé e igrejas cristãs em nossos dias e deparei-me com um inusitado blog de um estudante (a essa altura, creio que deva estar formado) da UFBA.

Ele relata no blog:

“Perguntinha:
-Onde está a maior quantidade de seres estranhos por metro quadrado?
Respostinha:
-Na Universidade.

Explico.
Agorinha mesmo passaram por aqui, duas figuras raras. Uma (que queria ser) loira e uma morena. Queriam dar uma “palavrinha” (aspas em negrito) comigo. Sabe aquele papo de Testemunha de Jeová que chega em sua casa nos momentos mais inoportunos? Pois é.

Elas queriam conversar a respeito de um tal “Movimento Estudantil Alfa e Ômega”. Graças a Jah Rastafari, eu já estava vacinado e já sabia do que se tratava porque senão, devido à minha curiosidade, eu teria que ouvir horas de evangelização pra saber o que era aquilo.

Em resumo. Trata-se de uma pseudo-corrente cristã do Movimento Estudantil que agora desembarca na Baía de Todos os Santos. Criada nos EUA (longos tentáculos imperialistas), ela pretende congregar, no seio do M.E., aqueles jovens (no caso das duas figuras, elas já foram jovens num passado remoto) que professam a fé cristã. Tudo bem. É válido. Mas eu não tenho saco.

A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando ela perguntou se poderia falar sobre o tal do “M.E. Alfa e Ômega” foi desancar a falar sobre o materalismo, desconstruindo qualquer tipo de idealismo. Mas deixei pra lá. Eu discuto ciência. Fé não.

As figuras (provavelmente cariocas, pelo sotaque) viram que eu não estava muito a fim (apesar da máscara de bom moço educado) e se foram.

Agora, só falta imaginar na próxima eleição ou manifestação estudantil, a militância do Alfa e Ômega fazendo panfletagem com a bíblia embaixo do braço e lançando chapa em culto em praça pública.

Como dizem, o movimento estudantil é plural. Pluralíssimo.”

Esse trecho do blog data de 16 de janeiro de 2004… ocasião em que estivemos em Salvador, pela primeira vez, realizando um Projeto Missionário de 4 semanas na UFBA.

Com a curiosidade aflorada por essa leitura, continuei vasculhando seus escritos (ler, para mim, nunca foi um grande desafio) e encontrei algo que ele postou 13 dias após esse encontro com as jovens do Movimento Alfa e Ômega:

“Atravessando a rua, passo a mão pelos cabelos molhados. Lá vem um carro. E se eu fosse atropelado? Seria melhor, porque a dor física superaria a dor que sinto dentro de minha alma (?) agora. Prefiro a costela fraturada ao coração em frangalhos… Sozinho na multidão, desconhecia o propósito, o objetivo, o desiderato, a razão, a causa…”

Fiquei pensando sobre como esse rapaz é um belo exemplo da nossa realidade universitária… cercados pela ciência, eles recusam-se a debater sobre fé. Cercados pela dor, eles assumem que algo dentro deles é mais frágil do que pensam e até questionam-se sobre a existência de uma alma.

Talvez uma leitura isolada da postagem do dia 16 torne-se um espinho desmotivador para nós que, diariamente, teimamos em abordar pessoas em nossas Faculdades para falar-lhes de algo que, aparentemente, não lhes interessa nem um pouco. Entretanto, analisando cuidadosamente o segundo texto, vemos como esses universitários são por dentro, iguais a qualquer outro ser humano: cheios de dúvidas, de medos, de incertezas, especialmente sobre sua vida espiritual.

Diariamente e de forma contínua, eles ouvem sobre a inexistência de um Deus e sobre a ineficácia da fé cristã. Suas convicções são colocadas em “xeque” dentro do campo intelectual, onde qualquer manifestação de espiritualiade é observada com desprezo. Esses 4 milhões de jovens, espalhados em milhares de campi ao redor do nosso país, também precisam ouvir várias vezes, e de fontes confiáveis, acerca do amor e do perdão de Deus para que, então, possam experimentá-los em suas vidas.

Não sei como está a vida daquele rapaz hoje, mas sei que em um dia da sua história, Deus enviou duas cariocas, que O amam e que dedicaram suas férias para serví-lO em uma outra cidade, para falar-lhe a respeito da salvação em Jesus Cristo. Provavelmente, por não conhecer o suficiente sobre aquelas jovens (nem sobre o Movimento Alfa e Ômega) para dar-lhes algum crédito, ele recusou-se a ouví-las, mesmo tendo um emaranhado de perguntas sem respostas a respetio de sua vida espiritual arraigadas ao seu coração.

Como somos seres humanos, temos direito a escolhas… e, por motivos pessoais, ele escolheu não ouvir. Entretanto, entendo que o impacto do encontro com essas duas cristãs, dispostas a testemunhar sobre sua fé em pleno campus Universitário, foi marcante para sua vida. Tanto que mereceu uma citação especial em seu blog. Entendo também que esse encontro levou-o a pensar em Deus, nem que só por um breve momento.

Precisamos URGENTEMENTE de Movimentos Espirituais em todas as partes, para que cada universitário POSSA TER a oportunidade de conhecer BEM alguém que verdadeiramente segue a Cristo.

Repensando “nossso” evangelho!

O MAIOR SEGREDO DO DIABO

Por Ray Comfort
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Tradução de Fernando Guarany Jr.

No final dos anos 70, Deus muito graciosamente abriu-me um ministério itinerante. Conforme comecei a viajar, passei a ter acesso aos registros de crescimento das igrejas e fiquei horrorizado ao descobrir que algo perto de 80 a 90% das pessoas que tomavam uma decisão por Cristo estavam desviando-se da fé. Ou seja, o evangelismo moderno, com seus métodos estava criando entre 80 e 90 “desviados” para cada 100 pessoas que se decidiam por Jesus.

Deixem-me tentar tornar a questão mais real para vocês. Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno e, algo que descobri no final dos anos 70; Algo que me preocupou muito. Comecei a estudar o Livro de Romanos diligentemente e, especificamente, a maneira de proclamação do Evangelho de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros, que Deus tem usado através dos tempos, e descobri que eles usavam um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos evangelísticos modernos. Comecei a ensinar este princípio; Providencialmente, fui convidado para instalar o nosso ministério na cidade de Bellflower no sul da Califórnia, especificamente para trazer este ensinamento para a igreja dos Estados Unidos. As coisas andaram devagar nos primeiros três anos, até que recebi uma ligação de Bill Gothard, que havia assistido a mensagem em vídeo. Ele pagou minha passagem de avião até San Jose no norte da Califórnia; Lá, compartilhei a mensagem com 1000 pastores. Então, em 1992, ele exibiu o vídeo daquela pregação para 30.000 pastores. No mesmo ano, David Wilkerson me telefonou de Nova Iorque. Ele ligou do seu carro. (estava ouvindo a mensagem em seu carro e me ligou do próprio telefone do seu carro!) Imediatamente, ele me colocou em um vôo de Los Angeles para Nova Iorque para compartilhar o mesmo ensinamento com a sua igreja – de tão importante que considerou a mensagem. Recentemente, ouvi falar de um pastor que escutou esta mensagem 250 vezes. Ficaria feliz se você ouvisse pelo menos uma vez este ensinamento que se chama: “O Maior Segredo do Diabo.”

A Bíblia diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” O que é mesmo que a Bíblia diz que é perfeita e, no final das contas, converte a alma? Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” Agora, para ilustrar a função da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!” Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são boas novas! Isso [que você está dizendo] não faz o menor sentido. Não tenho uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas novas para você: pareceria tolice! Mas, além disso, seria uma ofensa, porque eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da polícia (a lei) pegou você a 160 quilômetros por hora em uma área reservada para uma convenção de crianças deficientes visuais. Havia dez avisos claros que a velocidade máxima era de 60 quilômetros por hora, mas você passou por ali ”voando” a uma velocidade de 160 km/h. O que fez foi muito perigoso e, portanto, a multa de R$ 25.000,00 era justa. A lei estava por ser aplicada quando alguém que você nem mesmo conhece entrou em cena e pagou a sua multa. Você realmente é um felizardo!”

Vejam que ao explicarmos precisamente o que foi feito de errado primeiro, fazemos com que as boas novas verdadeiramente tenham sentido. Se eu não mostrar claramente que o indivíduo violou a lei, então as boas novas parecerão tolice e serão recebidas como uma ofensa. Mas, a partir do momento que entender que quebrou a lei, então as boas novas se tornarão boas novas de fato!

Assim, da mesma maneira, se eu abordar um pecador impenitente e disser: “Jesus Cristo morreu na cruz por seus pecados”, isso soará como tolice e o ofenderá. Tolice porque não fará sentido. A Bíblia diz que: “A pregação da cruz é tolice para aqueles que perecem.” (1 Cor 1:18). E também será ofensivo porque estaremos insinuando que o indivíduo é um pecador quando ele acha que não o é! Porque, até onde ele tem conhecimento, existem muitas pessoas piores do que ele. Contudo, se eu dedicar tempo para seguir os passos de Jesus, a mensagem fará mais sentido. Se eu dedicar tempo para abrir a Lei Divina, os Dez Mandamentos, e mostrar ao pecador precisamente o que ele fez de errado, como tem ofendido a Deus ao violar a Sua Lei, então, quando ele estiver, conforme diz Tiago, “convencido pela Lei como transgressor” (Tiago 2:9) as boas novas da multa sendo paga não parecerão tolice, mas serão “o poder de Deus para salvação” (Romanos 1:16).

Agora, tendo em mente estes pensamentos como introdução, vamos ver o que diz Romanos 3:19. Vamos analisar algumas das funções da Lei de Deus para a humanidade. Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga, ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer: “Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas os Judeus, culpado diante de Deus.

Romanos 3:20 diz assim: “Portanto pelos feitos da Lei nenhuma carne será justificada à Sua vista: porque pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Então, a Lei de Deus nos informa o que significa pecado. 1 João 3:4 diz: “Pecado é a transgressão da Lei.” Romanos 7.7 afirma: “O que diremos então?” diz Paulo, “É a lei pecado? De modo nenhum, eu não conheci o pecado senão pela Lei.” O que Paulo está dizendo aqui simplesmente é: “Eu não sabia o que era o pecado até a Lei me ensinar.” Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” A lei de Deus age como um professor para nos trazer a Cristo para que possamos ser justificados pela fé em Seu sangue. Assim, a Lei não nos ajuda, ela apenas nos mostra nossa impotência. Ela não nos justifica, ela apenas nos deixa culpados diante do julgamento de um Deus santo.

A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da “melhoria na qualidade de vida.” O Evangelho foi degenerado para algo como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e felicidade duradoura.” Agora, para ilustrar a natureza anti-bíblica deste ensinamento tão popular, gostaria que vocês escutassem com bastante atenção a seguinte anedota, pois a essência do que estou ensinando baseia-se nesta historinha que vou contar. Então, por favor, escutem atentamente:

Dois homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é dado um pára-quedas e é orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas melhoraria a qualidade do seu vôo. Ele fica um tanto cético no início porque não consegue ver como o fato de usar um pára-quedas em um avião poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Porém, depois de certo tempo, ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido dito era mesmo verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o peso sobre seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito. Mesmo assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato de que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele decide dar um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto espera, percebe que alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo fato de ele estar usando um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a sentir-se um tanto humilhado. Quando os outros passageiros começam a apontar e rir dele, ele não agüenta mais! Então, encolhe-se em sua poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao chão. Desilusão e amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece, contaram-lhe uma mentira absurda!

O segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que saltar deste avião e nós estamos a 25.000 pés de altura.” Ele fica muito agradecido e coloca logo o pára-quedas; Nem percebe o peso do objeto sobre seus ombros, muito menos se incomoda com o fato de que não consegue sentar-se direito, pois sua mente está consumida pelo pensamento do que aconteceria se saltasse sem o pára-quedas.

Vamos analisar o motivo e o resultado da experiência de cada um dos passageiros. O motivo do primeiro homem para colocar o pára-quedas foi apenas para melhorar a qualidade de sua viagem. O resultado da experiência foi que ele se sentiu humilhado pelos passageiros, ficou desiludido e bastante amargurado em relação àqueles que lhe deram o pára-quedas. Ele precisará de um longo tempo para recuperar-se da experiência e, possivelmente, nunca mais vai aceitar uma coisa daquelas novamente. O segundo homem colocou o pára-quedas simplesmente para escapar do salto para morte e, devido ao conhecimento do que aconteceria se saltasse despreparado, ele tem uma profunda alegria e paz no coração, pois sabe que será salvo de uma morte certa e terrível. Tal conhecimento dá-lhe a habilidade de suportar o escárnio dos outros passageiros. Sua atitude em relação a quem lhe ofereceu o pára-quedas é de profunda gratidão.

Agora, escutem o que os métodos de evangelismo moderno dizem. Eles dizem assim: “Coloque o Senhor Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade duradoura.” Em outras palavras, “Jesus melhorará a sua viagem.” Dessa maneira, o pecador responde ao apelo de um modo experimental e “coloca” o Senhor Jesus para ver se a “propaganda” é verdadeira. E o que vem sobre ele? Tentação, tribulação e perseguição. Os outros passageiros escarnecem dele. O que ele faz, então? Arranca o Senhor Jesus e joga ao chão, pois se sente ofendido por causa da Palavra (Marcos 4.17). Ficou desiludido e bastante amargurado, e com razão. Pois, prometeram-lhe paz, alegria, amor, realização e felicidade duradoura, e tudo o que conseguiu foram provações e humilhação. Então, ele passa a apontar sua amargura em direção àqueles que lhe deram as tão famosas “boas novas”. Seu último estado é pior do que o primeiro: outro desviado inoculado e amargurado.

Santos, ao invés de pregar que Jesus melhora a qualidade do vôo, nós deveríamos estar alertando os passageiros que eles terão que pular do avião. Ou seja, “que está determinado ao homem morrer uma só vez, e que depois disto virá o julgamento.” (Hebreus 9:27). E aí, quando o pecador entender as horríveis conseqüências por quebrar a Lei de Deus, ele correrá para os braços do Salvador para escapar da ira vindoura. E se formos testemunhas verdadeiras e fiéis, é isso que deveremos pregar: que existe uma ira vindoura; que Deus “ordena a todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17:30). Por que se arrepender? “Porque Ele estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça” (vs. 31). Entenda que não é uma questão de felicidade, mas sim de justiça. Não importa o quanto o pecador possa estar sendo feliz ou o quanto ele possa estar aproveitando “os prazeres passageiros do pecado” (Hebreus 11.25), sem a justiça de Cristo, ele perecerá no dia da ira. “De nada aproveitam as riquezas no dia da ira; porém a justiça livra da morte.” (Provérbios 11.4). Paz e alegria são frutos legítimos da salvação, mas não é legítimo usar tais frutos como propaganda para a salvação. Se persistirmos em fazer isso, os pecadores responderão à mensagem com um motivo impuro, desprovidos de arrependimento.

Agora, vocês conseguem lembrar porque o segundo passageiro tinha alegria e paz no coração? Era porque ele sabia que o pára-quedas ia salvá-lo da morte certa. E como crente, como Paulo diz, eu tenho “alegria e paz em crer” (Romanos 15:13), porque sei que a justiça de Cristo me livrará da ira vindoura.

Agora, com esses pensamentos em mente, vamos analisar com cuidado um incidente a bordo do avião. Aparece uma aeromoça novata. Ela carrega uma bandeja com café fervendo. É o seu primeiro dia de trabalho. Ela quer que este dia fique marcado na mente dos passageiros, e consegue seu intento, pois conforme está andando pelo corredor, tropeça e despeja café quente no colo do nosso segundo passageiro. Qual a reação dele ao sentir o líquido fervente queimar a sua pele? Será que ele grita: “Aaaaaii! Que dor!”? Sim, ele sente a dor. Mas será que arranca o pára-quedas e o joga ao chão? Será que ele esbraveja dizendo: “Droga de pára-quedas!”? Não. Por que ele faria isso? Ele não colocou o pára-quedas para melhorar a qualidade de seu vôo. Ele colocou para salvá-lo da morte certa. Por isso, o incidente faz com que se agarre ainda com mais força ao pára-quedas e mal consiga esperar a hora de saltar.

Então, se “colocarmos” o Senhor Jesus pelo motivo correto, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier a tribulação, quando o vôo ficar turbulento, nós não ficaremos com raiva de Deus e nem perderemos nossa paz e alegria. Por que faríamos isto? Não aceitamos Jesus para melhorar nosso estilo de vida: nós o aceitamos para fugir da ira vindoura. Portanto, ao invés de nos levar à ira, a tribulação conduz o verdadeiro crente para mais perto do Salvador. Infelizmente, temos literalmente multidões de pessoas que se professam Cristãos, mas que perdem sua alegria e paz quando o vôo fica turbulento. Por quê? Porque são produto de um evangelho humanista. Estes crentes vêm a Jesus sem arrependimento, sem o qual não há salvação.

Recentemente, estive na Austrália ministrando e… – a propósito a Austrália é um pequeno país na costa da Nova Zelândia – …preguei sobre pecado, a Lei, justiça, santidade, julgamento, arrependimento e inferno, e não me surpreendi com a quantidade de pessoas que quiseram “entregar seus corações a Jesus”. Na verdade, o ambiente ficou muito tenso. Depois do evento, disseram-me: “Há um jovem rapaz lá atrás que quer entregar sua vida a Cristo.” Eu fui lá e encontrei um jovem que nem conseguia fazer a oração de entrega, de tão desesperadamente que chorava. Aquilo para mim foi muito encorajador, pois, por muitos anos, sofri de “frustração evangélica”. Eu queria tanto que os pecadores respondessem ao Evangelho egocêntrico que eu pregava. A essência do que pregava era mais ou menos o seguinte: “Você nunca encontrará a paz verdadeira sem Jesus Cristo; você tem um grande vazio em seu coração que só mesmo Deus pode preencher.” Eu pregava Cristo crucificado e, só no finalzinho, pregava arrependimento. Quando alguém respondia ao apelo, eu abria um dos meus olhos e pensava: “Ah, não! Esse cara quer dar o seu coração a Jesus, mas há uma probabilidade de 80% de ele vir a desviar-se. Estou cansado de criar desviados. Preciso ter certeza de que ele sabe mesmo o que está fazendo. É melhor que esteja sendo sincero!” Assim, me aproximaria do rapaz com um espírito da Gestapo Nazista. Chegaria bem pertinho dele e diria: “O que focê querr?” Ele diria: “Estou aqui para tornar-me um cristão.” Eu argumentaria: “Tem certeza?” Ele responderia: “É. Tenho.”, Eu tornaria a perguntar: “Você tem realmente certeza?”. Ele diria: “É. Podes crer.” “Tá certo, vou orar com você, mas é melhor que você ore com sinceridade, do fundo do seu coração. Agora repita esta oração comigo! ‘Ó, Deus, eu sou um pecador’” Ele dizia: “Ah, é… Deus, eu sou um pecador!” No que eu pensava: “Por que será que não há nenhum sinal claro de quebrantamento. Não há sinal visível de que este jovem possa estar no seu íntimo realmente arrependido de seus pecados” Foi então, que entendi qual era o motivo: ele estava sendo 100% sincero. Ele estava tomando sua decisão de todo o seu coração. Ele sinceramente queria dar uma experimentada neste Jesus para ver no que dava. Já tinha experimentado sexo, drogas, materialismo, álcool. Ele pensava assim: “Já experimentei uma porção de coisas na vida. Por que então não experimentar esse tal de Jesus para ver se Ele é tudo isso mesmo que esses crentes dizem que ele é: alegria, amor, realização, felicidade duradoura.” O jovem não estava ali para fugir da ira vindoura, pois eu não tinha pregado que havia ira alguma por vir! Isso estava fazendo uma falta terrível nas minhas mensagens. O jovem não estava quebrantado, pois ele nem mesmo sabia o que era o pecado. Lembram de Romanos 7:7? Paulo disse que não conheceu o pecado senão pela Lei. Como alguém pode a vir a se arrepender se nem mesmo sabe o que é o pecado? Então, qualquer coisa que nós venhamos a chamar de arrependimento vem a ser algo que chamo de arrependimento horizontal. A pessoa sente remorso por ter mentido para as pessoas, roubado das pessoas, etc. Mas, quando David pecou com Bate-Seba e quebrou todos os Dez Mandamentos de uma só vez – quando cobiçou a mulher do próximo, viveu uma mentira, roubou a mulher do próximo, cometeu adultério, desonrou seus pais e, portanto, desonrou a Deus – ele não disse: “Eu pequei contra Urias” O que ele disse foi: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que era mal à Tua vista.” (Salmo 51:4). Quando José foi tentado sexualmente, ele disse: “Como poderia eu fazer tal coisa e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:9). O filho pródigo disse: “Eu pequei contra o Céu” (Lucas 15:21). Paulo pregava “arrependimento para com Deus (Atos 20:21). E a Bíblia diz: “A tristeza segundo Deus produz arrependimento” (2 Coríntios 7:10). Então, quando a pessoa não entende que o pecado é primariamente vertical, ela simplesmente conseguirá exercitar arrependimento superficial, experimental e horizontal – e se desviará quando vierem a tribulação, a tentação e a perseguição.

A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.” Agora, gostaria que vocês fizessem algo incomum. Não vou fazê-los passar vergonha. Dou minha palavra. Mas, gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês estavam pensando em outra coisa enquanto eu estava lendo a citação de A.B. Earl. Quero admitir algo para vocês. Eu mesmo estava pensando em outra coisa enquanto lia a citação! Sabem o que estava pensando? “Ninguém está me ouvindo. Eles estão pensando em outra coisa.” Então, para ressaltar um ponto importante, gostaria que vocês fossem realmente honestos comigo. Se você estava pensando em outra coisa e não faz a menor idéia do que A.B. Earl disse, levante sua mão bem alto, bem alto. Geralmente, uns 70% das pessoas levantam a mão. Vamos lá, estamos quase nos 70%. Muito bem, pastor, obrigado, por sua honestidade.

A.B. Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000 convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.

A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.”

É mais ou menos assim: tente salvar alguém de se afogar quando a pessoa não acredita estar se afogando e veja se ela vai ficar muito contente com você. Você a vê no lago e pensa: “Acho que ela está se afogando. Sim, acho que está se afogando mesmo.” Aí, você pula na água e a arrasta até a areia sem dizer coisa alguma. Ela não ficará muito contente com você, pode ter certeza. Ela não vai querer ser salva até ver que está correndo perigo. Da mesma forma, os pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergarem!

Veja bem: se você viesse a mim e dissesse: “Olha, Ray. Isso aqui é a cura para o Mal de Groaninzin. Vendi minha casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio. Tome. É um presente para você”. Provavelmente eu reagiria assim: “O que? Cura para o que? Mal de Groaninzin? Você vendeu sua casa para levantar o dinheiro para comprar esse remédio? E está me dando de presente? Ora, muito obrigado. Tchau… Esse cara é louco.” Sabe, essa seria provavelmente a maneira como eu reagiria se você vendesse sua casa para comprar o remédio para me curar de uma doença da qual jamais ouvi falar. Ainda mais se viesse oferecê-lo a mim gratuitamente – acharia você muito estranho.

Mas, se ao invés disso, você chegasse a mim e dissesse: “Ray, você está com o Mal de Groaninzin. Já consigo ver dez claros sintomas em sua pele. Você morrerá em duas semanas.”, eu me convenceria de que tinha a doença (já que os sintomas eram tão evidentes) e diria: “Oh! O que farei agora?” Nisso, você responderia: “Não se preocupe. Tenho aqui a cura para sua doença. Vendi minha casa para comprar este remédio. Tome. É um presente para você.” Nessa situação, eu não desprezaria seu sacrifício. Ao contrário, ficaria grato e tomaria posse dele. Por quê? Porque, ao enxergar a doença que me consumia, desejei a cura.

Lamentavelmente, o que tem acontecido nos Estados Unidos e no Mundo Ocidental é que temos pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça primeiro, quase todas as pessoas que tento evangelizar no sul da Califórnia e no Cinturão Bíblico já “nasceram de novo” umas seis ou sete vezes. Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete, onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade…” Na hora, você sabe que o indivíduo não é Cristão. Ele é um fornicador. É um blasfemo, mas acha que é salvo porque “nasceu de novo”. O que está acontecendo? Ele está usando a graça de nosso Deus para dar ocasião à carne. Não reconhece nem estima o sacrifício de Jesus. Para ele, não há nada de mais em pisar o sangue de Cristo (Hebreus 10:29). Por quê? Por que jamais se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.

O Evangelismo Bíblico é sempre, sem exceção, Lei para os soberbos e Graça aos humildes. Não existe uma passagem na Bíblia onde Jesus ofereça o Evangelho, as Boas Novas, a Cruz ou a Graça de Deus a uma pessoa soberba, arrogante e que se considera boa aos próprios olhos. Não mesmo. Com a Lei, Ele quebra o coração duro, e com o Evangelho, cura o coração quebrantado. Por quê? Porque Ele sempre fez aquilo que agrada ao Pai. Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes (Tiago 4:6; 1 Pedro 5:5). “Todos os soberbos de coração”, dizem as Escrituras, “são abominação ao Senhor” (Provérbios 16.5).

Jesus nos disse para quem é o Evangelho. Disse assim: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos.” (Lucas 4:18). Estas são declarações espirituais. Os pobres (humildes) em espírito. Os quebrantados de coração (Isaías 57:15), os cativos são aqueles que Satanás tem mantido presos à sua vontade (2 Timóteo 2:26) e os cegos são aqueles que o deus desse mundo tem cegado para que a luz do Evangelho não brilhe sobre eles (2 Coríntios 4:4). Somente os enfermos precisam de médico (Marcos 2:17) e somente aqueles que estão convictos de que têm a doença ficarão gratos e se apropriarão da cura.

Vejamos alguns exemplos do uso da Lei com os soberbos e graça com os humildes. Lucas 10:24. Ah! Quando eu citar uma referência aqui do púlpito, repetirei duas vezes, pois sei que há homens presentes – e os homens precisam escutar as coisas duas vezes para poderem entender… Os homens precisam escutar as coisas duas vezes. E isso é sustentado biblicamente. Quando Deus fala com homens na Bíblia, Ele usa seus nomes duas vezes: “Abraão, Abraão… Saul, Saul… Moisés, Moisés… Samuel, Samuel…” Porque os homens precisam escutar as coisas duas vezes. As mulheres apenas uma. Eu não sei quantas vezes nos cultos o pregador dizia “Lucas 10:25” e eu me virava para minha esposa e dizia: “O que foi que ele disse?”. Ela respondia: “Lucas 10:25”. Aí eu dizia: “Obrigado, querida!” AUXILIADORA IDÔNEA. Foi por isso que Deus criou as mulheres: porque os homens não conseguem se virar sozinhos. O negócio é assim: Os homens perdem as coisas. As mulheres as acham. “Onde estão as chaves, querida?” “Bem no seu nariz, querido.” Sabem, eu não sei quantas vezes já abri o armário e disse: “Não tem mais doce, meu docinho” e ela respondeu: “Está aqui, querido.” Onde os homens estariam sem as mulheres? Hein? Ainda estariam no Jardim do Éden! Foi Eva quem achou a árvore. Adão nem mesmo sabia o que estava se passando. Na verdade, se observarmos o processo de criação da mulher, a Bíblia diz que, para criar a mulher, Deus colocou o homem em um profundo sono. Mas, não diz se ele jamais conseguiu acordar desse sono!

Em Lucas 10:25, vemos um certo advogado se levantar e tentar Jesus. Este homem não é um advogado comum, mas um professo especialista na Lei de Deus. Ele levantou-se e disse a Jesus: “Como posso alcançar a vida eterna?” O que foi que Jesus fez? Deu-lhe a Lei. Por quê? Porque o homem era soberbo, arrogante e se considerava muito bom. Eis um professo especialista na Lei de Deus tentando o próprio Filho de Deus. Pois, na verdade, o espírito por trás de sua pergunta era: “E o que você acha que devemos fazer para alcançar a vida eterna?” Por isso, Jesus aplicou-lhe a Lei, dizendo: “O que está escrito na Lei?” Qual a sua leitura dela?” No que o advogado responde: “Ah, deves amar o Senhor teu Deus de todo o teu coração, entendimento, alma e força; ama o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus afirmou-lhe: “Faça isso e viverás.” As Escrituras continuam dizendo: “Mas, ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: ‘Quem é o meu próximo?” A Bíblia Viva mostra de maneira mais clara o efeito da Lei sobre o homem. Ela diz: “O homem quis justificar sua falta de amor por certos tipos de pessoas; então perguntou: “Quais próximos?” Vejam só, ele não tinha problemas com os Judeus, mais não gostava dos Samaritanos. Então, Jesus contou-lhe a história que chamamos de “O Bom Samaritano” que não era “bom” em absoluto. Amando o seu próximo tanto quanto amava a si mesmo, ele meramente obedeceu aos requerimentos básicos da Lei de Deus. E o efeito da essência da Lei, a espiritualidade da Lei (daquilo que a Lei exige em verdade), foi calar a boca do homem. Percebam, ele não amava seu próximo no nível exigido pela Lei. A Lei foi aplicada para calar todas as bocas e deixar o mundo inteiro culpado diante de Deus.

De maneira parecida, em Lucas 18:18, o jovem rico chegou a Jesus, dizendo: “Como alcançarei a vida eterna?” Eu fico me perguntando como a maioria de nós reagiria se alguém se aproximasse e dissesse: “Como posso alcançar a vida eterna?” Certamente diríamos: “Ó… rápido! Faça essa oração antes que você mude de idéia!” Mas, o que foi que Jesus fez com o Seu convertido em potencial? Ele aplicou-lhe a Lei. Deu-lhe cinco Mandamentos horizontais, mandamentos em relação ao seu próximo e, quando o homem afirmou: “Ah! Esses eu tenho guardado desde minha mais tenra idade.”, Jesus respondeu-lhe: “Uma coisa ainda vos falta” e usou a essência do primeiro dos Dez Mandamentos: “Eu sou o Senhor vosso Deus… Não tereis outros deuses além de mim” (Êxodo 20:2-3). Jesus mostrou ao jovem que o seu deus era o dinheiro, e que não se pode servir Deus e a Mamon. (Mateus 6:24). Lei para os soberbos!

Também vemos a graça sendo dada aos humildes, como no caso de Nicodemos (João 3). Nicodemos era um dos líderes dos Judeus. Era mestre em Israel. Portanto, era completamente versado na Lei de Deus. Era humilde de coração porque veio a Jesus e reconheceu a Deidade do Filho de Deus. Um líder em Israel? “Sabemos que vens de Deus, pois nenhum homem pode fazer tais milagres a não ser que Deus esteja com Ele.” Então, Jesus deu a ele – alguém que sinceramente buscava a verdade, alguém de coração humilde e possuidor do conhecimento do pecado através da Lei – as Boas Novas da multa tendo sido paga e “de Deus amando o mundo de tal maneira que sacrificou seu unigênito Filho”. Assim, a mensagem não pareceu loucura para Nicodemos, mas o “poder de Deus para salvação.”

Algo parecido ocorreu também no caso de Natanael (João 1:43-51). Natanael era um Israelita criado de fato debaixo da Lei, em quem não havia dolo nem engano. Obviamente, a Lei foi a professora (aIio) que conduziu esse judeu a Cristo.

Algo similar também ocorreu com os Judeus no dia de Pentecostes (Atos 2). Eles eram Judeus devotos que, portanto, comiam, bebiam e dormiam a Lei de Deus. Matthew Henry, o Comentarista da Bíblia, disse que a razão pela qual eles estavam reunidos no Dia de Pentecostes era para celebrar a entrega da Lei de Deus no Monte Sinai. Então, quando Pedro levantou-se para pregar para esses Judeus, ele não pregou sobre a ira vindoura. Não, a Lei aponta para a ira de Deus. Eles já sabiam disso. Não pregou sobre justiça ou julgamento. Nada disso. Apenas contou-lhes as Boas Novas da dívida sendo paga, o que os atingiu no coração e eles clamaram: “Irmãos, o que faremos?” (versículo 37). A Lei foi o aio para conduzir-lhes a Cristo para que pudessem ser justificados pela fé em Seu sangue. Como escreveu o compositor (William R. Newell) de um famoso hino: “Pela palavra de Deus, finalmente, meu pecado enxerguei; tremi, então, diante da Lei que rejeitara, até que, minha pecadora alma, implorando, virou-se em direção ao Calvário.”

Em 1 Timóteo 1:8 está escrito: “Sabemos, porém, que a lei é boa se alguém dela usar com o propósito para o qual foi criada” A Lei de Deus é boa se for usada legitimamente para o propósito para o qual foi criada. Bem, com que propósito a Lei foi criada? O versículo seguinte nos informa: “A Lei não foi feita para os justos, mas para os ímpios.” e nos dá uma lista de tipos de ímpios: homossexuais, fornicadores. Se você quiser conduzir um homossexual a Cristo, não discuta com ele sobre sua perversão, pois ele estará pronto para você com suas luvas de boxe. Não, não. Aplique-lhe os Dez Mandamentos. A Lei foi feita para os homossexuais. Mostre-lhe que ele está condenado apesar de sua perversão.

Se você quiser levar um Judeu para Cristo, solte o peso da Lei sobre ele. Deixe que ela prepare o seu coração para a graça como ocorreu no Dia de Pentecostes. Se você quiser conduzir um Mulçumano a Cristo, dê-lhe a Lei de Moisés – eles aceitam Moisés como profeta. Bem, dê-lhes a Lei de Moisés e livre-os de sua auto-justiça. Em seguida, leve-os ao ensangüentado pé da cruz. Ouvi falar de um Mulçumano que leu nosso livro O Maior Segredo do Diabo e Deus seguramente o salvou, puramente através da leitura do livro. Por quê? Porque a Lei de Deus é perfeita para converter a alma.

Pensem na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.

Paulo falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Diz-se por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos, eles já estão condenados. João 3:18: “Aquele que não crê já está condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro estado.

Senhoras, vocês vão bem entender esta ilustração: A mesa de sua sala está precisando de limpeza. Então, você vai e limpa. A poeira some. Então, você abre as cortinas e deixa o sol da manhã entrar. O que vê sobre a mesa? Poeira! O que vê no ar? Poeira! Foi a luz que criou a poeira? Não, a luz meramente expôs a poeira. E quando você e eu decidimos abrir as cortinas (o véu) do Santos dos Santos e deixamos a luz da Lei de Deus brilhar sobre os corações dos pecadores, só o que ocorre é que eles passam a enxergar-se de maneira verdadeira. “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução luz” (Provérbios 6:23). Foi por esta razão que Paulo disse: “Pela Lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Foi por isso que ele disse: “pelo mandamento o pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Em outras palavras, a Lei o mostrou o pecado em sua verdadeira luz.

Bom, geralmente a esta altura do ensinamento, eu cobriria os Dez Mandamentos um a um, mas, o que vou fazer é compartilhar como eu pessoalmente evangelizo, pois creio que isso será mais benéfico.

Vejam, eu creio firmemente em seguir os passos de Jesus. Jamais, jamais mesmo, eu abordaria alguém e diria: “Jesus te ama.” Totalmente anti-bíblico. Não há precedente para isso nas Escrituras. Também não chegaria a alguém e diria: “Gostaria de falar-lhe sobre Jesus Cristo.” Por quê? Porque se quisesse acordar alguém de um profundo sono, não usaria uma lanterna em seus olhos, pois isso o ofenderia. O que faria seria aumentar a luz bem gentilmente. Primeiro no nível natural e depois no espiritual. Por quê? Porque “homem natural não recebe as coisas do espírito de Deus; nem consegue discerni-las. São loucura para ele, pois são espiritualmente compreendidas” (1 Coríntios 2:14).

O precedente para Evangelismo pessoal é dado nas Escrituras em João 4. Lá, podemos ver o exemplo de Jesus com a mulher samaritana. Jesus começou no nível natural, mudou para o espiritual, trouxe a ‘convicção de pecado’ usando o Sétimo Mandamento, e então Se revelou como o Messias. Assim, quando encontro alguém, falo do clima, esportes, etc: deixo que a pessoa perceba um pouco de ‘juízo’ em mim. Conheço um pouco mais da pessoa. Conto uma piada aqui, outra ali, e em seguida, deliberadamente mudo do nível natural para o nível espiritual. Faço isso com panfletos evangelísticos. Temos em torno de 24 ou 25 “panfletos” (brindes) evangelísticos; somos um ministério ao corpo de Cristo. Já imprimimos milhões de “panfletos evangelísticos” e nossos “brindes” são realmente incomuns. Se você tiver acesso a eles, você vai precisar andar sempre com um montão deles, porque as pessoas vão persegui-lo pedindo mais. Deixe-me dar um exemplo. Este aqui é o nosso “panfleto” de ilusão de ótica. Qual dos dois é maior? Conseguem enxergar? O cor-de-rosa parece maior? Vêem isso? Para aqueles que estão ouvindo esta mensagem em um CD… Eles são do mesmo tamanho. É uma ilusão de ótica. Digo às pessoas: “Na verdade isso é um panfleto evangelístico; as instruções estão no verso… como ser salvo, de fato.” Aí, digo: “Pode ficar com ele” No que a pessoa responde: “Hei, obrigado! É ótimo… Puxa!”

Continuo dizendo: “Tenho outro presente para você” e do meu bolso eu tiro um “centavo com os Dez Mandamentos”. Temos uma máquina que faz isso. Compramos os centavos novinhos no banco; lindos centavos que colocamos em nossa máquina que os prensa (e também serve para amassar o seu dedão se você ficar parado). Bom, a máquina prensa os centavos. O que não é contra a lei, pois isto é considerado arte. Não se trata de deformar um centavo. Então, eu digo: “Olha um presente para você.”, no que a pessoa responde: “O que é isso?” Eu digo: “É um centavo com os Dez Mandamentos. Fiz com meus dentes… A letra ‘i’ é fácil, mas a letra ‘e’ dá bastante trabalho.”

Sabe, o que estou fazendo é lançar um teste para ver se ele está aberto às coisas espirituais. Se ele, de maneira negativa, disser: “Dez Mandamentos? Muito obrigado.”, ele não está aberto. Mas, a reação de costume é: “Dez Mandamentos… Puxa, obrigado! Valeu mesmo.” Então, eu digo: “Ah, você acha que tem guardado os Dez Mandamentos?” Ele responde: “Ah, sim… acho que sim.” Eu o convido: “Vamos dar uma olhadinha neles? Já contou alguma mentira em sua vida?” Ele diz: “Ah, sim… é… uma ou duas.” Eu pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um pecador.” Eu insisto: “Não, não. Especificamente, o que isso faz de você?” Ele responde: “Hei, cara, eu não sou mentiroso.” Eu pergunto: “Quantas mentiras você precisa contar para ser considerado mentiroso? Não é verdade que se você contar pelo menos uma mentira, isso já faz de você um mentiroso?” Ele diz: “É… acho que você está certo.” Eu pergunto: “Já roubou alguma coisa em sua vida? Mesmo algo de pouco valor?” e ele diz: “Não” Então, digo: “Espere aí, você acabou de admitir que é um mentiroso.” e pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um ladrão.” Continuo dizendo: “Jesus disse que se você olhar para uma mulher para cobiçá-la, você comete adultério com ela em seu coração.” (Mateus 5:28). Já fez isso? Ele responde: “Já. Uma porção de vezes.” Então, por sua própria admissão, você é um mentiroso, um ladrão e adúltero de coração, e terá que enfrentar a Deus no Dia do Julgamento; e olha que nós apenas usamos três dos Dez Mandamentos. Há mais outros sete com os seus canhões apontados para você. Você alguma vez já usou o nome de Deus em vão?” “É… tenho tentado parar.” Então o questiono: “Sabe o que você está fazendo? Ao invés de usar uma palavra nojenta de cinco letras que começa com ‘m’ para expressar sua raiva, você está usando o nome de Deus em seu lugar. Isso se chama blasfêmia; e a Bíblia diz: “De toda palavra frívola que alguém proferir, dela prestará contas no Dia do Julgamento’ (Mateus 12:36). “O Senhor não terá por inocente aquele que tomar Seu nome em vão.” (Êxodo 20:7) A Bíblia diz que se você odeia alguém, você é assassino (1 João 3:15).

Agora, o maravilhoso sobre a Lei de Deus é que Deus se ocupou de escrevê-la em nossos corações. Romanos 2:15: “pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente à sua consciência…” A palavra consciência significa “com conhecimento”. “Con” quer dizer “com” e “ciência” significa “conhecimento”. Consciência. Então, toda vez que ele mente, cobiça [sexualmente], fornica, blasfema, comete adultério, faz isso com conhecimento de que isso é errado. Deus deu luz a todas as pessoas. O Espírito Santo os convence do pecado, da justiça e do julgamento (João 16:8). O pecado que é transgressão da lei (1 João 3:4); a justiça que é da Lei (Romanos 10:5; Filipenses 3:9); julgamento que é pela Lei. Sua consciência o acusa – a obra da Lei escrita em seu coração (Romanos 2:15) – e a Lei o condena.

Então, digo “Se Deus o julgar por este padrão no Dia do Julgamento, você será inocente ou culpado?” Ele diz: “Culpado.” Então, digo assim: “E você acha que vai para o céu ou inferno?” e a resposta de costume é: “Para o céu.” – um produto do “evangelho” moderno. Eu pergunto: “Por que acha isso? Seria porque você acha que por Deus ser bom Ele vai relevar os seus pecados?” Ele responde: “É isso aí. Ele vai relevar os meus pecados.” “Bem, tente isso em um tribunal. Imagine que você cometeu estupro, assassinato, tráfico de drogas – vários graves crimes. O juiz diz: ‘Você é culpado. Todas as provas estão aqui. Tem alguma coisa a dizer antes de eu proferir sua sentença?” Você responde: “Sim, Senhor Juiz. Gostaria de dizer que acredito que o senhor é um bom homem e vai relevar meus crimes.” O juiz provavelmente diria: “Tem razão em relação a uma coisa: sou mesmo um bom homem e, por causa de minha bondade, me certificarei que a justiça seja feita. Por causa da minha bondade, vou me certificar de que você seja punido.” E a mesmíssima coisa que os pecadores acham que há de salvá-los no Dia do Julgamento – a bondade de Deus – será o que vai condená-los. Por Deus ser bom, Ele deve, por natureza, punir todos os assassinos, estupradores, ladrões, mentirosos, fornicadores e blasfemos. Deus vai punir o pecado onde quer que ele se encontre.

Ora, com esse conhecimento, o pecador passa a ser capaz de compreender a mensagem. Ele, agora, tem a luz necessária para entender que seu pecado é primeiramente vertical: que “pecou contra o Céu” (Lucas 15:21). Que violou a Lei de Deus e irou a Deus e que sobre ele a ira de Deus permanece (João 3:36). Agora ele pode ver que foi “pesado na balança” da justiça eterna e “foi achado em falta” (Daniel 5:27). Agora entende a necessidade de um sacrifício. “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” (Gálatas 3:13). “Deus demonstrou Seu amor por nós, pois enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Nós quebramos a Lei. Cristo pagou a multa. É simples assim. E se as pessoas se arrependerem e colocarem sua fé em Jesus, Deus cancelará os seus pecados para que no Dia do Julgamento, quando o processo for reaberto, Deus possa dizer: “Seu processo foi encerrado por falta de provas.” “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós” e, portanto, o redimido passa a exercitar o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo (Atos 20:21), coloca sua mão ao arado e não olha para trás, pois agora está apto para o reino (Lucas 9:62). A palavra apto significa “pronto para o uso”. O solo de seu coração foi transformado para que pudesse receber as palavras gravadas que podem salvar sua alma (Tiago 1:21)

Bom, eu não tenho tempo para compartilhar muitas citações com vocês, mas elas estão no material impresso que vocês receberam. Estou certo que vocês reconhecerão estes nomes: John Wycliffe, o tradutor da Bíblia. Ele disse: “O maior serviço que alguém pode fazer na terra é pregar a Lei de Deus.” Por quê? Porque a Lei conduz os pecadores à fé no Salvador, à vida eterna.

Martinho Lutero disse: “O primeiro dever do pregador do Evangelho é declarar a Lei de Deus e expor a natureza do pecado.” De fato, conforme lemos estas citações, reconhecemos nestes homens uma convicção tão grande que podemos sentir seus dentes travados. Esses homens disseram coisas do tipo: “Se não usarmos a Lei na proclamação do Evangelho, encheremos nossas igrejas de falsos convertidos.” Pessoas com um coração cujo solo é pedregoso e que apenas inicialmente recebem a mensagem com alegria.

Escutem só o que Martinho Lutero disse também: “Satanás, o deus de toda dissensão levanta novas seitas diariamente. Uma de suas manobras mais recentes, que eu jamais suspeitaria poder vir a existir, foi de levantar uma seita na qual se prega que as pessoas não deveriam ter medo da Lei, e na qual as pessoas são gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo”, o que resume perfeitamente uma grande parte do evangelismo moderno.

John Wesley disse a um jovem amigo evangelista: “Pregue 90% lei e 10% graça” Então, pode-se questionar: “90% Lei e 10% graça? Muito pesado. Será que não dava para ser 50% para cada uma?” Pense assim: Eu sou o médico, você o paciente. Você tem uma doença terminal. Eu tenho a cura, mas é absolutamente essencial que você esteja totalmente comprometido com a cura, pois, se não estiver 100% comprometido, não funcionará. Como devo lidar com essa situação? Provavelmente assim: “Venha cá. Sente-se. Tenho notícias muito sérias para dar-lhe: você tem uma doença terminal.” Você começa a tremer. Eu penso comigo mesmo: “Ótimo. Ele está começando a perceber a seriedade da situação.” Apresento gráficos, raios-X, mostro-lhe a doença consumindo seu organismo. Falo-lhe por Dez Minutos sobre esta terrível doença. Quanto tempo, então, você acha que eu terei que falar da cura? Não muito tempo. Então, quando você estiver tremendo depois dos dez minutos, eu digo: “A propósito, eis a cura.” Você agarra o medicamento e o engole com vontade. Seu conhecimento da doença e de sua horrível conseqüência fez com que desejasse a cura.

Sabem, antes de eu ser Cristão, eu tinha tanto desejo de justiça quanto um garoto de quatro anos tem pela palavra “banho”. Qual a questão? Jesus disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” Mas, quantos descrentes você conhece que tem fome e sede de justiça? A Bíblia diz: “Não há quem busque a Deus.” (Romanos 3:11). Ela diz que eles amam a escuridão e odeiam a luz; não virão à luz, a não ser que seus feitos sejam expostos (João 3:19-20). A única coisa que bebem como se fosse água é a iniqüidade (Jó 15:16). Contudo, na noite em que fui confrontado com a natureza espiritual da Lei de Deus e entendi que Deus exige a verdade no íntimo (Salmo 51:6), que Ele via meus pensamentos e considerava a lascívia como o mesmo que adultério, e ódio como homicídio, comecei a pensar: “Vejo que estou condenado. O que preciso fazer para me acertar?” Comecei a sentir sede de justiça. A Lei pôs sal em minha língua. Ela foi o aio para me levar a Cristo.

Charles Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.” D.L. Moody, John Bunyan, John Newton, que escreveu “Maravilhosa Graça” (e se alguém podia falar sobre graça com tanta propriedade esse era Newton). John Newton disse que “a correta compreensão da harmonia entre Lei e Graça nos preserva de ser enredados por erros tanto na mão direita quanto na esquerda.”

Charles Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”

Santos, esta foi a primeira frase que David Wilkerson disse a mim quando me ligou do telefone do seu carro: “Eu pensava que era o único que não acreditava em ‘acompanhamento.’” Vejam, eu acredito que devemos alimentar um novo convertido; Creio que devemos nutri-lo. Creio que devemos discipulá-lo – isto é bíblico e extremamente necessário. Mas, não acredito em fazer ‘acompanhamento’. Não consigo encontrar tal prática nas Escrituras. O Eunuco Etíope foi deixado sem ‘acompanhamento’ algum. Como ele conseguiu sobreviver? Tudo o que ele tinha era Deus e as Escrituras. ‘Acompanhamento’… Bem, deixem-me primeiro explicar o que é ‘acompanhamento’ para aqueles que não sabem o que é isso. ‘Acompanhamento’ é quando conseguimos decisões para Cristo, ou através de cruzadas ou na igreja local, e designamos obreiros para fazer a colheita, sendo tão poucos quanto os obreiros já são, diga-se de passagem, dando-lhes a desanimadora tarefa de correr atrás destas decisões para se certificar de que prosseguirão com Deus. Isso na verdade é uma triste admissão da quantidade de confiança que nós temos no poder de nossa mensagem e no poder sustentador de Deus. Se Deus os salvou, Deus os sustentará. Se forem nascidos de Deus, jamais morrerão. Se Ele começou uma boa obra neles, Ele a completará até aquele dia (Filipenses 1:6); Se Ele for o autor de sua fé, Ele será [também] o consumador de sua fé (Hebreus 12:2). Ele pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus (Hebreus 7:25). Ele é capaz de sustentá-los para que não caiam e apresentá-los imaculados e jubilosos diante de Sua presença e glória (Judas 24). Jesus disse: “Ninguém irá arrebatá-los da mão de meu Pai” (João 10:29).

Vejam, santos, o problema é que Lázaro já está com quatro dias de morto (João 11). Podemos entrar na tumba correndo, podemos puxá-lo para fora, podemos colocá-lo de pé, podemos abrir os seus olhos, mas ele “cheira mal” (versículo 39). Ele precisa ouvir a voz do Filho de Deus. Os pecadores estão mortos “há quatro dias” em seus pecados. Podemos correr a eles e dizer: “Façam esta oração.” Ainda assim, precisarão ouvir a voz do Filho de Deus, ou não haverá vida neles; e o que prepara o ouvido dos pecadores para ouvir a voz do Filho de Deus é a Lei. É o aio para levá-los a Cristo para que possam ser justificados pela fé (Gálatas 3:24). Santos, a Lei funciona; ela converte a alma (Salmo 19:7). Torna a pessoa uma nova criatura em Cristo: “As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17). Então, quando encontrar um pecador, experimente a Lei nele. Mas, ao fazer isso, lembre-se desta anedota:

Você está viajando em um avião, saboreando seu café, beliscando um biscoitinho e assistindo um filme. O vôo está ótimo, muito agradável mesmo, quando, repentinamente, se ouve: “Aqui quem fala é o comandante. Tenho um comunicado a todos. Como a cauda desta aeronave acabou de partir-se, nós vamos cair. É uma queda de 25.000 pés. Há um pára-quedas sob sua poltrona. Por gentileza, coloque-o agora. Obrigado por sua atenção e preferência.” Você diz: “O que? 25.000 pés!? Caramba, que felicidade estar de pára-quedas!” Aí, você olha e vê o cara ao lado beliscando um biscoitinho, tomando um cafezinho e assistindo um filminho e diz: “Com licença, você não ouviu o comandante? Coloque o pára-quedas.” Ele vira para você e diz: “Ah, não acho que o comandante se expressou direito. Além do mais, estou muito feliz assim. Obrigado.” Agora, não vá se virar para ele de maneira sinceramente zelosa e dizer: “Oh, por favor, coloque o pára-quedas. Será melhor que o seu filme.” Isso não faz sentido! Se você lhe disser que o pára-quedas, de alguma forma, vai melhorar o seu vôo, ele vai colocá-lo pelo motivo errado. Se quiser que ele coloque o pára-quedas e continue com ele, avise-o sobre o salto. Vire-se para ele e diga: “Com licença. Ignore o comandante se quiser, salte sem o pára-quedas. Ploooooft no chão!” Ele diz: “Opa! Como é que você disse?” “Eu disse que se você pular sem um pára-quedas, ploft no chão. Lei da Gravidade, lembra!?” “Puxa vida! Agora entendi. Obrigado mesmo!” E enquanto este homem tiver o conhecimento de que terá que saltar pela porta e enfrentar as conseqüências da Lei da Gravidade, ninguém conseguirá arrancar-lhe o pára-quedas, pois sua vida depende disso.

Agora, se olharmos à nossa volta, veremos vários passageiros aproveitando o vôo. Eles estão desfrutando dos prazeres do pecado por algum tempo. Chegue a essas pessoas e diga: “Com licença. Você ouviu a ordem do comandante sobre a salvação? ‘Coloque o pára-quedas de Cristo.’” A pessoa se vira para você e diz: “Ah! Eu não acho que seja isso que Deus está querendo dizer. Deus é amor. Além do mais, eu estou bem feliz assim como estou. Obrigado.” Não vá se virar de maneira zelosa, mas sem conhecimento, e dizer-lhe: “Por favor, coloque o pára-quedas de Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade sem fim. Você tem um vazio em seu coração que só Deus pode preencher. Se você tiver problemas no casamento, com drogas, álcool, só o que você precisa fazer é entregar o seu coração a Jesus.” Não. Se fizer isso, você estará dando a essa pessoa o motivo errado para o seu compromisso com Cristo. Ao invés disso, diga: “Deus, dê-me coragem!” e avise sobre o salto. Só é preciso dizer: “Hei, está determinado às pessoas morrer uma só vez. Se você morrer com seus pecados, Deus será forçado a fazer-lhe justiça – e o julgamento do Senhor será completo. Pois, de Toda palavra frívola que as pessoas proferirem, prestarão contas no Dia do Julgamento; Assim, se você alguma vez cobiçou alguém sexualmente, praticou adultério em seu coração. Se, alguma vez na vida, sentiu ódio por alguém, você matou a pessoa em seu coração. Jesus alertou que a justiça será completa – o punho cerrado da ira eterna virá sobre você (PLOFT!), transformando-o em pó! Deus abençoe.” Entendam, santos, que não estou falando em pregar o fogo do inferno. Tal pregação produz convertidos cheios de medo, o uso da Lei de Deu produz convertidos cheios de lágrimas. Os primeiros vêm a Cristo por que? Porque querem escapar do fogo do inferno, mas, em seus corações, acham que Deus é duro e injusto, pois a Lei de Deus não foi usada para mostrar-lhes quão mal é o pecado. Não conseguem ver que merecem o inferno e, portanto, não entendem misericórdia ou graça. Assim, falta-lhes gratidão a Deus por Sua misericórdia. E gratidão é a motivação básica do evangelismo. Não haverá zelo no coração de um falso convertido para evangelizar. No segundo caso, os pecadores vêm a Cristo sabendo que pecaram contra Deus, que os olhos de Deus estão em todo lugar observando o bem e o mal; que Deus vê a escuridão como se fosse pura luz; que Deus tem visto os seus pensamentos. Se Deus, em Sua santidade, no dia da ira fizesse manifestos todos os seus pecados escondidos de seu coração, todas as suas atitudes feitas às escondidas, se Ele fizesse manifesta toda a evidência de sua culpa, Deus os tomaria por algo impuro e os lançaria no inferno, aplicando-lhes a justiça. Mas, ao invés disso, Deus deu-lhes misericórdia, demonstrou-lhes o seu amor, pois enquanto ainda eram pecadores Cristo morreu por eles. Assim, caem de joelhos diante da cruz manchada de sangue e dizem: “Oh, Deus, se fizeres isto por mim, farei tudo por Ti. Me apraz fazer a tua vontade, oh, meu Deus. Tua Lei está escrita em meu coração.” E, da mesma maneira que o homem que sabia que teria que saltar pela porta do avião e enfrentar as conseqüências por quebrar a lei da gravidade e, por isso, jamais tiraria o pára-quedas pois sua própria vida dependia dele, assim também é todo aquele que chega ao Salvador sabendo que terá que deparar-se a Deus face a face no dia da ira: jamais desprezará a justiça de Deus em Cristo, pois sua própria vida depende disso.

Deixem-me ver se posso ilustrar bem a questão ao nos aproximarmos do término desta mensagem. Estava em uma loja algum tempo atrás e o proprietário estava a servir um cliente usando o nome de Deus de forma blasfema. Bem, se alguém usasse o nome de minha esposa de forma blasfema, isto é, em lugar de um palavrão, eu ficaria extremamente ofendido com isso. Mas, aquele cara estava usando o nome de Deus como um palavrão – o nome do Deus que lhe dera vida, seus olhos, habilidade de pensar, seus filhos, seu alimento; todo prazer que já tivera até aquele momento lhe tinha sido dado pela bondade de Deus – e ele estava usando o nome de Deus como um palavrão. De maneira indignada, curvei-me entre ele e o freguês e disse: “Com licença, isso aqui é uma reunião religiosa?” O cara se virou e disse: “Que diabos? Não!” “Ah, é sim! Pois agora você está falando do diabo. Deixe-me dar um de meus livros de presente para você.” Então, fui até o meu carro e peguei um livro que escrevi chamado Deus Não Acredita em Ateus: Evidência de que Ateus Não Existem. É um livro que usa lógica, humor, raciocínio e racionalismo para provar a existência de Deus – que é algo que se pode fazer em dois minutos sem usar fé. É algo muito simples para provar a existência de Deus de maneira absolutamente conclusiva. Além disso, se prova também que ateus não existem. Na verdade, deixem-me mostrar-lhes um de nossos adesivos para carro. “Dia Nacional do Ateu: 1º de Abril”. [Continuando a história,] dei o livro ao proprietário da loja e, dois meses depois, voltei lá para dar-lhe outro livro meu, Meu Amigos Estão Morrendo! Uma história verídica e pungente sobre a ministração do Evangelho na parte mais perigosa de Los Angeles; um livro que também usa humor em sua apresentação. Dei-lhe estes livros e, posteriormente, ele me ligou para contar-me o que tinha acontecido: sua esposa começou a olhar feio para ele por estar lendo um livro chamado Meus Amigos Estão Morrendo e dando risadas a cada dois minutos. Mas, acontece que ele estava fazendo faxina em seu quarto e pegou o outro livro Deus não acredita em Ateus. “Ah!” (de maneira desgostosa), disse ele, mas, ainda assim, leu a primeira página e, então, leu as outras 260 páginas do livro. Ele me disse: “Aquilo foi estranho, pois detesto a leitura.” Aí, ele leu Meus Amigos Estão morrendo!, entregou sua vida a Cristo, comprou uma Bíblia e, quando veio me fazer uma visita, contou-me que, apenas dois dias após tornar-se Cristão, ele já tinha lido até o livro chamado Levi-TÍ-co e, se eu me lembro bem, em seguida, ele iria ler o livro de Palmos e Jô. Seja como for, o fato é que, até o momento de sua conversão o homem era um bruxo praticante. “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.”

É como se Deus estivesse olhando lá de cima para mim – durante todo o tempo em que, por muitos anos, eu pregava em praça pública, combatendo o inimigo com o espanador de penas do evangelismo moderno – e dizendo: “O que é que você está fazendo? As armas da minha milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas (2 Coríntios 10:4). Eis aqui dez grandes canhões.” E, quando eu comecei a alinhar e apontar os dez canhões da Lei de Deus, os pecadores pararam de caçoar e fazer pouco. Muito pelo contrário, seus rostos ficaram pálidos. Eles começaram a erguer as mãos e dizer: “Eu me rendo” Entrego tudo a Jesus.” Começaram a vir para o lado dos vencedores para nunca pensar em retroceder. Este tipo de convertidos se tornam ganhadores de almas, ao invés de aquecedores de banco de igreja, obreiros, ao invés de preguiçosos, bens ativos, ao invés de passivos para a igreja local.

E agora, santos, com suas cabeças erguidas e olhos abertos, e sem música alguma sendo tocada, deixem-me desafiá-los sobre a validade de sua salvação. O evangelismo moderno diz: “Jamais questione a sua salvação.” Porém, a Bíblia diz exatamente o contrário. Ela diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé” (2 Coríntios 13:5). É melhor que seja agora de que no Dia do Julgamento. A Bíblia diz ainda: “Procurai fazer firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1:10) e alguns de vocês sabem que há algo radicalmente errado com sua caminhada Cristã. Você perde sua paz e alegria quando o vôo fica turbulento. Falta-lhe zelo para evangelizar. Jamais você caiu com rosto em chão diante do Deus Todo-Poderoso e disse: “Pequei contra Ti, ó Deus! Tem misericórdia de mim!” Nunca você correu para os braços de Jesus Cristo para ser limpo pelo seu sangue, clamando desesperadamente: “Deus, tem misericórdia de mim, pois sou um pecador!” E tem mais: falta-lhe gratidão, falta-lhe um zelo ardente pelos perdidos. Você não pode nem dizer que o fogo de Deus queima em seu coração. Na verdade, há um grande perigo de estar entre aqueles chamados “mornos” que serão cuspidos da boca de Cristo no Dia do Julgamento (Apocalipse 3:16) quando as multidões clamarão a Jesus: “Senhor, Senhor” e Ele dirá: “Apartai-vos de mim todos vós [transgressores] que praticais a iniqüidade: nunca vos conheci.” (Mateus 7:22-23). Ignoraram a Lei Divina. A Bíblia diz mais: “Aparte-se da iniqüidade todo aquele que profere o nome do Senhor.” Então, hoje mesmo, você precisa reajustar o motivo de seu compromisso. Amigo, não deixe o seu orgulho impedi-lo. Gostaria de orar por você. Eu orarei daqui mesmo e você pode ficar aí onde está sentado. E se você quiser se incluir nesta oração, eu gostaria que levantasse a sua mão, mas lembrasse disso: se você pensar: “Bem, eu deveria levantar a minha mão, mas o que as pessoas vão pensar?” Isso é orgulho, pois prefere a aprovação dos homens do que a de Deus (João 12:43). Todo aquele que é orgulhoso de coração é abominação ao Senhor (Provérbios 16:5). Deus resiste aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes. Então, humilhe-se diante da poderosa mão de Deus e Ele, no tempo certo, te exaltará (1 Pedro 5:5-6). Chame isso de renovação de compromisso. Chame de compromisso. [Chame do que quiser.] Mas, seja lá de que você o chamar, certifique-se de seu chamado e eleição (2 Pedro 1:10).

Esta mensagem foi pregada pela primeira vez em agosto de 1982. Reprodução permitida [e encorajada].
Traduzida para o português do Brasil em setembro de 2005. Tradutor: fguarany@yahoo.com.br
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